terça-feira, 31 de maio de 2011

O nosso chão


A Diocese de Itabira Coronel Fabriciano abrange 24 municípios, numa área de 8.749,8 km, com uma população em torno de 730.000 habitantes. Sendo que 657.087 vivem na zona urbana e 72.175 na rural, conforme o censo de 2000. É uma região carregada de promessas e desafios, bastante diversificada, marcada sobremaneira pelas macro-indústrias de ferro, aço e celulose, mas com um forte componente rural. Os contrastes se acentuam no lado econômico: é uma região rica, mas com faixas de população extremamente pobres, carentes de infra-estrutura mínima de sobrevivência. É uma região na qual a população deposita sua expectativa na manutenção de emprego nas grandes empresas. Desta forma, não há estímulo de investimento nas pequenas e médias empresas.

Os municípios são polarizados pelas companhias de extração e transformação de ferro e madeira.
Itabira: Vale
João Monlevade: Belgo Arcelor – Brasil
Timóteo / Coronel Fabriciano / Ipatinga: ACESITA e USIMINAS
Belo Oriente: Celulose Nipo Brasileira(CENIBRA)
As grandes empresas acima citadas, responsáveis pela maior parte da arrecadação dos municípios e pela oferta de empregos, detiveram e ainda detêm o controle social, político e ideológico local. E provocaram um processo de transformação sócio-econômica e cultural extremamente acelerado.

No campo social, permanecem graves problemas como:

-empobrecimento de significativas parcelas da população;
-luta pela terra, englobando a resistência, a conquista e a permanência do homem no campo;
-falta de moradia nos centros urbanos;
-desintegração familiar e invasão de novos modelos familiares veiculados pelos Meios de Comunicação Social;
-aumento da prostituição, envolvendo também adolescentes;
-violência urbana, agravada pela violência e arbitrariedade policial;
-aumento de tráfico e consumo de drogas;
-manipulação político-eleitoral, que favorece a corrupção e o mau uso dos recursos públicos;
-desvalorização da cultura e da religiosidade popular em função de uma cultura urbana de massa e de uma religiosidade de inspiração estanha.

Frente ao agravamento dos problemas sociais e econômicos, o povo já se organiza em sindicatos, partidos políticos comprometidos com a luta popular, movimentos populares, todos com caráter de resistência e de resgate de valores humanos, como a liberdade de pensamento, a justiça social, a participação em todos os níveis. E a A Comissão Justiça e Paz dá sua contribuição no sentido de despertar a consciência cidadã oferecendo formação no campo da conscientização, na defesa dos direitos, na elaboração de material, subsídios, cartilhas, passeatas, participação em audiências públicas, mobilizações sociais nos Meios de Comunicação Social(Rádio, Jornal, TV, Revista, etc) Frente ao agravamento dos problemas sociais e econômicos, o povo já se organiza em sindicatos, partidos políticos comprometidos com a luta popular, movimentos populares, todos com caráter de resistência e de resgate de valores humanos, como a liberdade de pensamento, a justiça social, a participação em todos os níveis
Vamos procurando ser uma Igreja de resistência, que diz NÃO á CULTURA DE MORTE e SIM à VIDA!
Por seu caráter

Com enfoque na abordagem da Cultura da Paz e não Violência a Comissão vem procurando desde a Campanha da Fraternidade 2000: “Dignidade Humana e Paz” desenvolver junto à sociedade civil atividades que evidenciem essa realidade de paz e diminuição da exclusão. Em abril de 2005 aconteceu o primeiro seminário sobre cultura da paz

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECONOMIA E VIDA


Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt. 6,24)
Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010
ECONOMIA E VIDA

1. Fraternidade e Economia: Economia (do grego oikos +nomos) que literalmente quer dizer “administração” da casa”. Tem o sentido de providenciar tudo que é necessário à sobrevivência.
2. Uma constante no pensamento social cristão é o caráter humano da economia como atividade realizada por pessoas, devendo orientar-se ao serviço das pessoas, como o centro, protagonista e razão de ser da vida e do social. Inclusive, a economia como ciência, deve ser integralmente orientada para a construção do Bem Comum.
3. Objetivo geral: “Colaborar na promoção de um economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.
4. Este objetivo exige que haja justiça social, consciência ambiental, sustentabilidade, empenho na superação da miséria e da fome, e de um modo geral que se considere com atenção especial, a dignidade da pessoa e o respeito aos direitos humanos.
5. Objetivos específicos: (a) sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem, (b) Buscar a superação do consumismo, que faz com que o “ter” seja mais importante do que as pessoas. (c) Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais, (d) Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão
6. Estratégias de (a) denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte. (b) educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como o bem mais precioso, (c) conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todas as pessoas.
7. Trabalhados em quatro níveis (a) social, (b) eclesial, (c) comunitário, (d) pessoal. Com a Mística de cuidar a Vida- na Espiritualidade, na Ecologia e na Economia. Desejamos a preservação da grande casa comum o planeta Terra, planeta da vida e morada da família humana, em vista da sua sustentabilidade. Buscamos mudanças na econômica, na administração dessa casa comum em fraterna cooperação entre toda a sociedade: cristãos e cristãs, seguidores de diferentes religiões e pessoas de boa vontade.


(dito isto, eis as propostas concretas para um Agir Concreto para a CFE2010)

ORAÇÃO DO LEIGO E DA LEIGA




SENHOR JESUS CRISTO,

TU QUE CAMINHASTES NO CHÃO DESTE MUNDO,

TESTEMUNHANDO O PROJETO DE DEUS PARA A HUMANIDADE,

ENSINANDO OS HOMENS E MULHERES A VIVEREM A RADICALIDADE

DOS VALORES EVANGÉLICOS DO REINO DE DEUS,

CHAMANDO TODOS PARA A DECISÃO DO SEGUIMENTO

E PARA ASSUMIR AS EXIGÊNCIAS DA MISSÃO

FAZE COM QUE NÓS, CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS,

RESPONDAMOS COM A VIDA AO TEU CHAMADO,

NA NOSSA VIDA PESSOAL, NA FAMÍLIA, NA COMUNIDADE,

NO TRABALHO, NA AÇÃO POLÍTICA E NA SOCIEDADE.

QUE HOJE SE REVIGOREM EM NÓS AS MOTIVAÇÕES

DA GRAÇA DOS SACRAMENTOS DO BATISMO E DE CRISMA,

DOADOS PELO AMOR DA TRINDADE SANTA,

TORNANDO-NOS PROTAGONISTAS DA EVANGELIZAÇÃO,

TESTEMUNHANDO PRESENÇA NA CONSTRUÇÃO

DE UMA SOCIEDADE JUSTA E SOLIDÁRIA.

QUE NOSSA DISPOSIÇÃO DE CONVERSÃO

NOS LEVE A AMAR OS EXCLUIDOS E A SUPARAR A EXCLUSÃO

PARTICULARMENTE A EXCLUSÃO DOS EMPOBRECIDOS,

DOS MENORES ABANDONADOS, DOS DOENTES, DAS MULHERES,

DOS NEGROS, DOS POVOS INDÍGENAS, DOS ALCOÓLATRAS,

DOS ENCARCERADOS, DOS DROGADOS, DOS IDOSOS E

DOS MORADORES DE RUA,

PARA ASSUMIR COM RESPONSABILIDADE O DISCERNIMENTO,

A EXIGÊNCIA DOS NOVOS MINISTROS,

RESPONDENDO CRIATIVAMENTE AOS DESAFIOS DE NOSSO TEMPO

RUMO AO NOVO MILÊNIO. AMÉM!

Conveniências coincidentes?



Acontecimentos locais e nacionais vistos pelo viés da ética e do bom senso nos leva no mínimo, ainda que com um pé adiante e outro atrás acreditar e ver a transparência ganhar destaque, e o decoro parlamentar ganhar eficácia.

O primeiro acontecimento bem próximo de nós, pobres mortais do interior mineiro, tem a ver com um jovem presidente de Câmara devolvendo aos cofres públicos o que sobrou do exercício legislativo e de quebra para dar mais ênfase à sua gestão que encerra no fim do ano, oferecer ao cidadão a oportunidade de acompanhar in loco importantes informações sobre o funcionamento da Casa Legislativa itabirana com a implantação de um portal. Pode ser cedo para dizer que tais atitudes vindas de um legislador em segundo mandato e considerado um dos mais jovens em segundo mandato vão de fato merecer serem lembradas por longos anos, e mesmo, figurarem na história política itabirana como inovadoras.

Por enquanto, há o gesto e o fato e é isto que leva-nos a todos sermos mais insistentes, eloquentes e perseverantes para que se mantenha sempre aberta a possibilidade de nos depararmos com cenas assim e a partir do esforço de cada cidadão, acompanhar na medida do possível e dando chance ao impossível, as atividades legislativas.

Por outro lado, não se pode cruzar os braços e pensar: já está de bom tamanho o que se fez em Itabira até porque, estarrecidos muitos estão a ponto de pipocarem por vários pontos do país protestos veementes e a pressão popular na busca de reparação pelo mal cometido contra a democracia e a ética, as cenas levadas a público e protagonizadas por figuras políticas de expressão nacional: governador, deputados distritais, desembargadores, assessores especiais; envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM” associado em parte com vultoso gasto de verba pública na compra de panetones natalinos escancaram em rede nacional, o país de vários contrastes e ainda infestado por uma classe política deplorável, mas pela capacidade de manipulação e articulação, suscetível a vencer sucessivas eleições a custa da ignorância da grande maioria da população anestesiada por promessas fictícias.

2010 batendo às portas e eleitoral por excelência se apresentará como vitrine para mostrar inúmeras figuras políticas na tentativa da reeleição e também os que estarão em busca da debutância cabe a nós eleitores ficarmos atentos, mas além disso munidos de senso crítico para sabermos diferenciar com precisão o que é fato e o que é boato.

Afonso Cláudio damasceno – Secretário Administrativo da Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Itabira Coronel Fabriciano.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MCCE E A LEI FICHA LIMPA


MCCE centra esforços para aprovar Ficha Limpa em ano eleitoral

O trabalho do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em 2009 foi marcado por ações da Campanha Ficha Limpa. O projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos foi entregue no dia 29 de setembro ao presidente da casa, Michel Temer, mas até agora não entrou na pauta de discussão no plenário. A expectativa do MCCE é que as negociações sobre o PLP 518/09 sejam retomadas em fevereiro a tempo de passar a valer nas próximas eleições em caso de aprovação.

Paralelo ao corpo a corpo com deputados e senadores, o membro do MCCE e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Márlon Reis, lembra que, para 2010, vale alertar aos eleitores para que não votem em candidatos com passados marcados por escândalos e denúncias. “A comunidade sabe quem está envolvido em casos reais de corrupção. O que falta é levar isso efetivamente em conta na hora de votar”, acrescenta Reis. Ele adverte que a compra de votos é uma das principais portas de entrada dos corruptos na administração pública.

Em relação à tramitação do PL da Ficha Limpa, Reis acredita que o processo aconteça neste semestre, sob pena de sua não votação representar a desmoralização do Poder Legislativo. “É preciso insistir na rápida tomada de uma posição pelo Parlamento. Seria muito interessante a nomeação de um relator para que este pudesse dar início ao diálogo com as diversas forças que atuam no Congresso. Afinal o projeto ainda é muito incompreendido”.

A diretora da secretaria executiva do MCCE, Jovita José Rosa, endossa a opinião de Márlon Reis, afirmando que todos os esforços de 2009 poderão ser materializados a partir da votação e aprovação do PLP antes de junho. “A Ficha Limpa é o resultado do clamor da sociedade brasileira. A Câmara está ciente disso”, diz.

Flexibilização do PLP

No ano passado, muito foi questionado sobre possíveis alterações no projeto de lei sobre a vida pregressa dos candidatos. O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara declarou essa posição à imprensa.

O Márlon Reis não vê obstáculo a que se exija – como condição para a inelegibilidade – a condenação por um órgão colegiado como um tribunal. “Qualquer exigência superior a isso é inaceitável. Essa medida já seria suficiente para limitar candidaturas cuja apresentação ocorre apenas em virtude de graves omissões da nossa legislação eleitoral”, justifica.

Na opinião dele, a sociedade não é culpada por votar em políticos declaradamente corruptos, pois os seus eleitores são encontrados justamente entre os segmentos vitimizados econômica, cultural e educacionalmente.

A mobilização pela aprovação da Campanha Ficha Limpa continua em todo o país e qualquer pessoa pode ajudar na sua divulgação. No site do MCCE (WWW.mcce.org.br) está disponível um modelo de adesivo, para que os apoiadores da Ficha Limpa baixem e usem em seus veículos, em suas casas e janelas, entre outros locais. A pressão da sociedade é fundamental nesse momento. Acesse nosso site e saiba mais sobre as ações do Movimento e a Campanha Ficha Limpa.

Fonte: Assessoria de Comunicação SE-MCCE.

CARTA ABERTA AO POVO ITABIRANO

CARTA ABERTA AO POVO ITABIRANO

Em todo o Brasil estará acontecendo no dia 7 de setembro a 15ª edição da manifestação cívica: ‘Grito dos Excluídos’. Essa iniciativa remonta dos anos 90 e é permeada de simbolismo, gestada a partir da organização de entidades civis, das Igrejas e dos Movimentos Populares para contrapor a visão unilateral e triunfalista dos desfiles que exaltam os heróis oficiais ou não, que tem seu valor, mas muitas vezes não se identificam com o povo.

A história já tratou de exaltá-los, mas esqueceu os inúmeros heróis anônimos do dia a dia da realidade de um Brasil ainda muito desigual, que precisa estar atento aos quadros de exclusão ainda presentes na sociedade. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Brasil, quem ganha até dois salários mínimos, tem de trabalhar 197 dias ao ano para pagar tributos. Segundo dados da ONU em 126 países: O Brasil é o 10º País, onde há mais milionários. Também é a 11ª nação mais desigual do mundo, ficando atrás de países como Zimbábue e o Nepal.

“Um dos grandes problemas do Brasil e do mundo; continua sendo a concentração de renda e de terra, desigualdade que produz a fome, a miséria e a exclusão. A desigualdade é o juiz que condena o sistema e a política econômica brasileira e de todos os países que se apropriam da riqueza da terra, gerando a exclusão de muitos”. Como conviver com a consciência tranqüila em face dessa absurda constatação.

Reportando para nossa realidade local, recai principalmente sobre o Poder Público, a responsabilidade de numa visão social ampla, solucionar muitas mazelas de ordem estrutural das quais grande parcela da população é vítima por estar alijada de seus direitos fundamentais.

A resposta das urnas pode ter dado aos mandatários atuais o direito de ocuparem suas funções legislativas e executivas, mas recai sobre eles a responsabilidade ética de gerir os recursos públicos visando o bem comum. Por que não rediscutir o orçamento municipal, inverter a lógica de aplicação de recursos para garantir que haja serviço público prestado com qualidade e eficiência para a população.

Chega de meias verdades, os Poderes que são harmônicos devem distinguir suas funções de executar e legislar, numa visão condizente com a Lei Orgânica Municipal e a Carta Magna do País.

É urgente rever a forma de conduzir os trabalhos legislativos, as comissões constituídas, principalmente no que tange os Direitos Humanos, rever as que não estão funcionando e tornar mais atraente para a população os temas e assuntos discutidos.

Das propostas apresentadas pela Frente em Defesa do Emprego e das Cidades Mineradoras, quais efetivamente foram consideradas pelos poderes executivo e legislativo a ponto de estarem atualmente em execução.

Ao setor empresarial recai a responsabilidade de em parceria com o poder público descobrir alternativas viáveis, que minorem a crise do desemprego e da instabilidade econômica. Não se deve tirar proveito da realidade econômica em crise para se fazer uso da ganância desenfreada pelo lucro a qualquer preço, a formação dos cartéis e o descaso pelos direitos do consumidor.

Sobre a empresa que figura entre as 500 melhores do país que se tornou grande, forte e conhecida no mundo todo recai o ônus de não valorizar condizentemente o berço onde nasceu, desfigurando a paisagem com a exploração sistemática das minas que não poupam o meio ambiente nem seus filhos; quantas vezes os afaga com uma mão, quando libera paulatinamente recursos na realização de projetos de alcance social limitado e para as operações de licenciamento corretivo e com a outra, faz punho de aço para esmagar os filhos rebeldes que não se contentam com migalhas e querem ver reconhecidos os anos dedicados a ela para que a mesma pudesse atualmente bater todos os recordes de produtividade. É necessário um olhar sobre Itabira no que tange o cuidado com o meio ambiente antes que seja tarde e tenhamos a triste realidade de um futuro ameaçado para as futuras gerações que já sofrem os efeitos de um ar de baixa qualidade e dos lençóis freáticos comprometidos pela atividade mineraria.

Os Meios de Comunicação Social tendo compromisso com a verdade devem ater-se ao seu papel de informar com insenção os fatos buscando aprimorar o processo investigativo da notícia fazendo com que a população consiga absorver o que é passado e forme consciência crítica para cobrar seus direitos quando estes são violados e cumprir seus deveres quando estes são negligenciados, o que não se quer é a decepção de se conviver com meios de comunicação cooptados e impedidos de livremente mostrarem a realidade.

Itabira através de suas entidades representativas: Conselhos, Igrejas, Sindicatos, Faculdades, Organizações não governamentais, etc, tem rosto e precisa demonstrar que este rosto possui corpo para mover-se em torno de um objetivo comum que esteja acima da religião, da coloração ideológica do imobilismo que as vezes impede qualquer ação prática para reverter determinados quadros principalmente no que tange a gestão pública dos recursos que devem obrigatoriamente reverterem-se para bem comum de todos indistintamente.

Itabira tem voz para GRITAR sempre quando se sentir ameaçada por forças contrárias a sua característica de cidade educativa de cidadãos de ferro e certamente o GRITO que mais se quer GRITAR é aquele que revela a evidente necessidade de não estar atrelada à crise financeira, à crise moral e ética, à crise ambiental, ao caos social - “REAJA ITABIRA, UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL, UM OUTRO MUNDO É NECESSÁRIO” - “ UMA OUTRA ITABIRA É POSSÍVEL, UMA OUTRA ITABIRA É NECESSÁRIA “

4 de Setembro de 2009

Mutirão Social Itabirano do Grito dos Excluídos

Vida em Primeiro Lugar!

A força da transformação está na organização popular.

SINDICATO METABASE

ASSOCIAÇÃO DAS PROFISSIONAIS DOMÉSTICAS DE ITABIRA

AMACENTRO

DIOCESE DE ITABIRA CORONEL FABRICIANO

INTERASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS BAIRROS DE ITABIRA

SINDICATO DOS TRABALHADORES SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS – SINTSEPMI

SINDICATO DA CONSTRUÇÃO CIVIL/SINTCOM

COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA DIOCESE DE ITABIRA CORONEL FABRICIANO-CJPD /JUSTIÇA E PAZ INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO-JPIC/CICM Brasil

CÁRITAS DIOCESANA DE ITABIRA/SECRETARIADO REGIONAL I/SETOR PASTORAIS SOCIAS

OS DEZ MANDAMENTOS DO ELEITOR CONSCIENTE



Na luta contra a fraude e a corrupção eleitoral

1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

10º - Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos. www.monav.com.br


NOTIFICAÇÃO DE DESPEJO

Eu presencio as lamúrias geradas em meio ao descampado E os minutos de abandono e tormento no ventre grande da terra Abundante e descuidada, cercada de bambus nas beiradas a gosto dos ocupantes.

Eu presencio este maio, a apreensão inevitável dos clamores Espalhando a claridade morna do mundo E as nascentes fluentes do pânico rascunhando O desejo proibido das nossas crianças.

Eu presencio contrário ao movimento do orvalho Sob os sapatos lustrosos da pátria, antes de entardecer E cada um dos mandatos expedidos com exatidão para essa inevitável hora.

Eu presencio a proximidade indecifrável da dor e suas correntes Interpretadas no pranto que encharca as vértebras da sombra Crescendo sob as tábuas derrubadas Eu presencio as desnorteadas espigas do sonho Entranhadas no vácuo da terra, arraigadas de ódio, Perdidas no seu interior, em funestos centímetros.

Eu presencio a chama e a dor desta lição onde se aprende A recomeçar todo dia como os raios de sol e os frutos maduros E a chuva, fecundando sempre de novo a primavera.

Eu presencio os derradeiros sentidos da esperança Trajando de claridade a embriaguez dos crisântemos Que bailam ainda assim como o povo, nos dedos esgarçados da chuva...

(Criado por Afonso Claudio Damasceno com licença poética a Joelson Oliveira, autor do original "despejo". Criei em referência ao despejo dos “sem terra”, ocupação “bairro Drummond”, Itabira-MG)

CARTA DE PRINCÍPIOS

A Carta de Princípios

1. Os Movimentos Sociais de Itabira assim constituídos por nascerem dos meios populares de organização pretende ser um grupo protagonista das transformações que nascem da defesa dos Direitos Sociais resguardadas as devidas responsabilidades que tangem a organização social.
2. Constitui um espaço aberto para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos sociais locais, nacionais e globais que se opõem ao modelo vigente de sociedade que ainda exclui das garantias e direitos fundamentais grande parcela da população.
3. O público alvo dos Movimentos Sociais de Itabira é composto por ativistas, educadores,lideres comunitários e dirigentes dos movimentos sindicais, sociais, membros de organizações não governamentais, bem como cientistas sociais, investigadores e artistas empenhados na transformação social pelo engajamento na causa dos mais excluídos.
4. Agir através de uma rede de interações orientada para promover o conhecimento e a valorização crítica da enorme diversidade dos saberes e práticas protagonizados pelos diferentes movimentos e organizações.
5. Sua essência está no seu caráter intertemático, através da promoção de reflexões e articulações entre diferentes movimentos como, operários, sindicalistas, religiosos, ambientalistas, pacifistas, conselheiros, etc.
6. Seus objetivos principais são:
a) ultrapassar a distinção entre teoria e prática, promovendo encontros sistemáticos entre os que se dedicam essencialmente à prática da transformação social e os que se dedicam à produção teórica.
b) promover um conhecimento recíproco entre movimentos e organizações que atuam dentro de uma mesma área temática, mas que operam em diferentes ambientes.
c) promover, um saber partilhado entre movimentos ou organizações com intervenção em diferentes áreas temáticas, aumentando a inteligibilidade recíproca entre movimentos.
7. Os Movimentos Sociais de Itabira na sua essência será sempre um espaço aberto ao pluralismo e à diversidade de engajamentos e atuações das entidades e movimentos que o decidam integrar, bem como à diversidade de gênero, etnias, cultura, gerações e capacidades física desde que respeitem esta Carta de Princípios.