A Diocese de Itabira Coronel Fabriciano abrange 24 municípios, numa área de 8.749,8 km, com uma população em torno de 730.000 habitantes. Sendo que 657.087 vivem na zona urbana e 72.175 na rural, conforme o censo de 2000. É uma região carregada de promessas e desafios, bastante diversificada, marcada sobremaneira pelas macro-indústrias de ferro, aço e celulose, mas com um forte componente rural. Os contrastes se acentuam no lado econômico: é uma região rica, mas com faixas de população extremamente pobres, carentes de infra-estrutura mínima de sobrevivência. É uma região na qual a população deposita sua expectativa na manutenção de emprego nas grandes empresas. Desta forma, não há estímulo de investimento nas pequenas e médias empresas.
Os municípios são polarizados pelas companhias de extração e transformação de ferro e madeira.
Itabira: Vale
João Monlevade: Belgo Arcelor – Brasil
Timóteo / Coronel Fabriciano / Ipatinga: ACESITA e USIMINAS
Belo Oriente: Celulose Nipo Brasileira(CENIBRA)
As grandes empresas acima citadas, responsáveis pela maior parte da arrecadação dos municípios e pela oferta de empregos, detiveram e ainda detêm o controle social, político e ideológico local. E provocaram um processo de transformação sócio-econômica e cultural extremamente acelerado.
No campo social, permanecem graves problemas como:
-empobrecimento de significativas parcelas da população;
-luta pela terra, englobando a resistência, a conquista e a permanência do homem no campo;
-falta de moradia nos centros urbanos;
-desintegração familiar e invasão de novos modelos familiares veiculados pelos Meios de Comunicação Social;
-aumento da prostituição, envolvendo também adolescentes;
-violência urbana, agravada pela violência e arbitrariedade policial;
-aumento de tráfico e consumo de drogas;
-manipulação político-eleitoral, que favorece a corrupção e o mau uso dos recursos públicos;
-desvalorização da cultura e da religiosidade popular em função de uma cultura urbana de massa e de uma religiosidade de inspiração estanha.
Frente ao agravamento dos problemas sociais e econômicos, o povo já se organiza em sindicatos, partidos políticos comprometidos com a luta popular, movimentos populares, todos com caráter de resistência e de resgate de valores humanos, como a liberdade de pensamento, a justiça social, a participação em todos os níveis. E a A Comissão Justiça e Paz dá sua contribuição no sentido de despertar a consciência cidadã oferecendo formação no campo da conscientização, na defesa dos direitos, na elaboração de material, subsídios, cartilhas, passeatas, participação em audiências públicas, mobilizações sociais nos Meios de Comunicação Social(Rádio, Jornal, TV, Revista, etc) Frente ao agravamento dos problemas sociais e econômicos, o povo já se organiza em sindicatos, partidos políticos comprometidos com a luta popular, movimentos populares, todos com caráter de resistência e de resgate de valores humanos, como a liberdade de pensamento, a justiça social, a participação em todos os níveis
Vamos procurando ser uma Igreja de resistência, que diz NÃO á CULTURA DE MORTE e SIM à VIDA!
Por seu caráter
Com enfoque na abordagem da Cultura da Paz e não Violência a Comissão vem procurando desde a Campanha da Fraternidade 2000: “Dignidade Humana e Paz” desenvolver junto à sociedade civil atividades que evidenciem essa realidade de paz e diminuição da exclusão. Em abril de 2005 aconteceu o primeiro seminário sobre cultura da paz
